O FUSCA:
Mallu nunca foi o ideal de beleza, magra como uma “táuba”, exalava aquele típico cheiro de jeans molhado, vestia se como se “o defunto fosse maior”. Era metida a ser “Vegan”, mas não resistia a sorvetes, “danoninho” e comia escondida macarronada com salsicha.
Em meados de 2009 Mallu conheceu Marcello, não foi amor a primeira vista, ele filho único de pais pobres, típico garoto criado por avós, daqueles que anda todo arrumadinho e cheiroso, ri de praticamente tudo, e de um coração frágil feito cristal, tem olhos particularmente lindos, de um azul turquesa, penetrantes e irresistíveis, e foi assim que conquistou Mallu.
Com quase nada em comum, foram a ausência de beleza e dinheiro, acabaram casando-se.
Montaram uma casa simples de 3 cômodos, mas bem aconchegante, cheia de moveis usados e decorada com muito artesanato, que deixava a gente tão a vontade que nem dava vontade de ir embora quando ia visitar.
Mas desde o começo, teve a discordância de valores, Marcello ganhou como presente de casamento um fusca do pai, e Mallu simplesmente odiava “fuscas”, dizia que era como desfilar com um atestado de pobreza ter um fusca por aí.
Mallu sempre colocava uma pressão de que se Marcello não trocasse de carro ela o largaria, mas o fusca que foi do avô, do pai e agora seu, era de fato um ótimo carro, impecável e ele não via motivo para trocar de carro e assumir uma divida.
E o fusca foi à gota da água para acabar com o relacionamento dos dois, Mallu não demorou muito e começou a namorar o cara mais rico da cidadezinha onde moravam, e Marcello continuou conformado com seu fusca.
Mallu foi pedida em casamento, e no dia do casamento ela estava super feliz, a cerimônia foi digna de final de novela das oito, e quando foi sair da igreja o pai do seu noivo havia comprando de presente um carro antigo de colecionador, bem conservado e pouquíssima quilometragem, e ela partiu para sua lua de mel dentro de um fusca que lhe era bem particular, e quando passou em frente do barzinho q frequentava viu Marcello com seus amigos bebendo e cantando ao som de violão, e nesse momento ela já não estava tão feliz quanto na hora do “sim” na igreja...

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