quinta-feira, 2 de abril de 2015

BANHO DE MAR:
Longe de ter sido o melhor réveillon da minha vida, acho que tudo que podia dar errado deu. O carro começou a falhar na estrada, no meu terreno recém aterrado era puro barro por causa da chuva que não parava devido a incessante chuva minha barraca começou a ficar úmida e tive que dormir na minha recém construída “MANSÃO” segundo um pessoa que andou dizendo em um cabeleireiro aki na cidade que eu tinha uma baita mansão na praia. Na verdade foi apenas um barraco de madeira construído as pressas pelo meu cunhado, imagina alem de goteiras, quatro adultos, duas crianças e dois cachorros, todos trancados em um cômodo só, sem teve, dormindo no chão e acordando com cheiro de xixi e coco dos cães, o clima tava tenso e sorte que São Pedro colaborou e fez sol alguns dias, mas a convivência com pessoas que não temos afinidades, e pensão diferentes, o barraco começou a virar um barril de pólvora, tudo gerava estresse, a comida, a louça, o chuveiro que não esquentava, a noite era o ronco, os puns, pernilongos e uma danceteria que mesmo longe eu escutava tudo até umas quatro da manhã.
Ninguém aguentava mais, e eu era o único que tentava animar o ambiente, e no dia 30 a galera queria voltar, quando não era a chuva era o corpo todo queimado de sol, e eu firme e forte, afinal era só mais um único dia pra ver a virada de ano na beira da praia.
Eu tive uma brilhante ideia, pra melhorar o clima eu resolvi fazer um churrasco pq não existe nada melhor pra animar o clima que cerveja e carne, e convidei um senhor dono de uma pousada que eu havia ficado um ano antes que fiz amizade, mas incrível que depois de três dias de sol escaldante e quase uma hora na fila do mercado, acendi a churrasqueira que era um buraco no chão e uma grelha que achamos jogada na rua, mas realmente tudo estava dando errado e começou uma tempestade, mas sou persistente e cobri a churrasqueira com um pedaço de lona e desejei que meu convidado não aparecesse pra comer, e debaixo de temporal ele apareceu. A chuva não parou, acabou a luz, a cerveja estava quente, a carne mal passada, mas nada que abalasse eu e o convidado que começamos a contar piadas e causos, e entramos noite adentro rindo.
Enfim chegou dia 31, a praia lotada com clima de Rave, todos de branco e quando deu meia noite e os fogos começaram nós fomos os primeiros a entrar no mar e todos começaram a entrar também, e saiu i DJ e entrou uma banda ao vivo tocando “BOA NOITE XANGÔ” do Rappa, e eu aos berros e jogando água para cima cantava... “Noite chegou, Uma estrela caiu no mar. Boa noite Xangô, Anjo de Iemanjá. Barco cheio de flor. Alguém para te esperar. Quando você chegar Ou foooorrrr...”
E der repente a água do mar ficou doce e minha alma foi lavada!

Nenhum comentário:

Postar um comentário